O MODELO DOS MODELOS E O AEE
O texto 'O modelo dos modelos' de Ítalo
Calvino nos remete a reflexões sobre vários pontos importantes nas relações
entre as pessoas: atitudes, hábitos, preconceitos e valores, para citar alguns. Algumas pessoas acreditam
que há modelos a seguir e que ao fazê-lo, se
estabelecem regras e padrões de comportamento que, supostamente, trarão harmonia e
tranquilidade para todos, não se levando em consideração, portanto, as
individualidades, as diferenças e a diversidade. É como se todos pudessem 'entrar'
na mesma roupa: alto ou baixo, magro ou
gordo, sem ser necessário fazer ajustes. Até se darem conta de que as tentativas de controle não são
padronizáveis ou homogêneas, muitas pessoas vão viver e se sentir infelizes, tristes e com baixa auto estima.
Guardadas as devidas proporções, algo
semelhante acontece na área da educação, cujo sistema ainda é pensado e
regulado através de 'padrões' , modelos e
metodologias que visam uma adequação dos alunos aos moldes estipulados,
sem levar em conta as diferenças, individualidades e a diversidade humana, principalmente nos
alunos com necessidades especiais ou específicas.E aqueles alunos que não se adéquam,
não são ‘padronizáveis’, vão se sentir como ‘peixinhos fora d’água’, por não
acompanharem o ritmo imposto, se sentirão ‘burrinhos’ (como já ouvi de alguns
deles...).
A Política Nacional de Educação Especial
na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) foi criada para atender às
premissas de uma educação para todos, ratificando os preceitos embutidos nas discussões sobre
Educação Inclusiva, no mundo todo, sobretudo desde a década de 90, que culminaram na confecção e promulgação de
documentos internacionais, como a Declaração Mundial sobre Educação para Todos
(1990), a Declaração de Salamanca (1994) e a Convenção da Organização dos
Estados Americanos (1999).
A Declaração de Salamanca reafirma
o compromisso da Educação para Todos, “reconhecendo a necessidade e a urgência
de ser o ensino ministrado, no sistema comum de educação, a todas as crianças,
jovens e adultos (...)” (Decl. De Sal, 1994: 9).
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com
necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas
educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola
inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem
aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção
de solidariedade entre todos.Este princípio da educação inclusiva reserva assim, primordialmente, às
escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os
professores das escolas regulares, servindo, então,de apoio, ao sistema regular de ensino
(Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos desencadearam debates que, por sua vez, criaram políticas governamentais em
todo o mundo, estabelecendo normas e
políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que
viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém,
suas diferenças e peculiaridades.
Dessa
forma, o conceito de Educação Inclusiva, parte da premissa de que todos podem
aprender a partir de suas possibilidades, aptidões e habilidades, portanto uma
escola inclusiva reconhece as diferenças e a diversidade e objetiva o progresso
e a participação de todos ao longo do processo. Não estabelece modelos a partir
de conceitos binários: homem/mulher, branco/negro, pobre/rico, entre outros.
Para que tal escola se concretize são necessárias quebras de paradigmas, a criação
de novos conceitos e a adoção de novas/diferentes propostas pedagógicas.

Para
facilitar esse processo, a A Política Nacional de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) propõe a criação do AEE que é um serviço da educação especial que "[...]
identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que
eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas
necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008). O AEE complementa e/ou
suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela,
constituindo oferta obrigatória pelos sistemas de ensino regular, sem, no
entanto, trabalhar com modelos previamente elaborados e sim propõe conhecer o
aluno através do contato estreito com a
família, de entrevista com todos aqueles que interagem com o aluno, dentro e
fora da escola. Propõe um acompanhamento próximo e estreito entre o Professor do
AEE e o professor da sala de aula, para em
seguida, realizar o plano de
intervenção objetivando o desenvolvimento integral do aluno e a sua consequentemente autonomia.PDesta forma, o
consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam
ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças,
gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que
todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais
eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da
educação inclusiva reserva assim,
primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de
recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de apoio, ao sistema regular de ensino
(Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos desencadearam debates que, por sua vez, criaram políticas governamentais em
todo o mundo, estabelecendo normas e
políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que
viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém,
suas diferenças e peculiaridades.
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com
necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas
educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola
inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem
aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção
de solidariedade entre todos.Este princípio da educação inclusiva reserva assim, primordialmente, às
escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os
professores das escolas regulares, servindo, então,de apoio, ao sistema regular de ensino
(Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos desencadearam debates que, por sua vez, criaram políticas governamentais em
todo o mundo, estabelecendo normas e
políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que
viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém,
suas diferenças e peculiaridades.
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com
necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas
educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola
inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem
aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção
de solidariedade entre todos.Este princípio da educação inclusiva reserva assim, primordialmente, às
escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os
professores das escolas regulares, servindo, então,de apoio, ao sistema regular de ensino
(Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos desencadearam debates que, por sua vez, criaram políticas governamentais em
todo o mundo, estabelecendo normas e
políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que
viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém,
suas diferenças e peculiaridades.
Assim, ao invés de ‘modelo mais perfeito,
lógico e geométrico possível’ (CALVINO), viva
a diversidade, as diferenças, e as individualidades reais....
Referências:
A
Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - A Escola Comum Inclusiva
9
Marcos Seesp-Mec Fasciculo I.
CALVINO, Ítalo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.