segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Longo tempo distante. Antigo blog. Novos interesses.

 Olá a tod@s,

Após um longo intervalo de quase 8 anos, aqui estou eu de volta ao blog.

Durante esse tempo, fiz o meu Doutorado em Inclusão em Educação, na Faculdade de Educação da UFRJ. Em seguida fiz um curso de Tradução, profissão futura, na qual venho investindo, seja através de cursos mais específicos de uma área, como a do Inglês Jurídico, ainda não finalizado, seja pela participação em webinars da Escola de Tradutores ou da Autónoma Academy de Lisboa. Pretendo fazer o próximo curso de audiodescrição com a Lygia Ribeiro, assim que for oferecido. Será imperdível. 

No momento, estou no meu período de férias escolares, e estou em busca de um segundo livro para traduzir no Babelcube. 

Criei um perfil no LinkedIN e tenho um no FB também, onde soube do curso do excelente e renomado tradutor, Danilo Nogueira, chance que não poderia perder. Já seguindo uma dica do Danilo, no seu blog, de aprofundamento do conhecimento da Língua Portuguesa, adquiri o livro "Português sem Mistério" de Ivo Koritowski, sugestão de uma colega lá no blog. Obrigada!!

Espero que venham me visitar e deixar sugestões e comentários. 

Regina Pinto


quarta-feira, 16 de julho de 2014





O  MODELO DOS MODELOS E O AEE

O texto 'O modelo dos modelos' de Ítalo Calvino nos remete a reflexões sobre vários pontos importantes nas relações entre as pessoas: atitudes, hábitos, preconceitos e valores,  para citar alguns. Algumas pessoas acreditam que há modelos a seguir e que ao fazê-lo, se  estabelecem regras e padrões de comportamento  que, supostamente, trarão harmonia e tranquilidade para todos, não se levando em consideração, portanto, as individualidades, as diferenças e a diversidade. É como se todos pudessem 'entrar' na mesma roupa: alto ou  baixo, magro ou gordo, sem ser necessário fazer ajustes. Até se darem conta de que  as tentativas de controle não são padronizáveis ou homogêneas, muitas pessoas vão viver e se sentir  infelizes, tristes e com baixa auto estima.

Guardadas as devidas proporções, algo semelhante acontece na área da educação, cujo sistema ainda é pensado e regulado através de 'padrões' , modelos e  metodologias que visam uma adequação dos alunos aos moldes estipulados, sem levar em conta as diferenças, individualidades e  a diversidade humana, principalmente nos alunos com necessidades especiais ou específicas.E aqueles alunos que não se adéquam, não são ‘padronizáveis’, vão se sentir como ‘peixinhos fora d’água’, por não acompanharem o ritmo imposto, se sentirão ‘burrinhos’ (como já ouvi de alguns deles...).

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) foi criada para atender às premissas de uma educação para todos, ratificando  os preceitos embutidos nas discussões sobre Educação Inclusiva, no mundo todo, sobretudo desde a década de 90,  que culminaram na confecção e promulgação de documentos internacionais, como a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (1990), a Declaração de Salamanca (1994) e a Convenção da Organização dos Estados Americanos (1999). 

A Declaração de Salamanca  reafirma o compromisso da Educação para Todos, “reconhecendo a necessidade e a urgência de ser o ensino ministrado, no sistema comum de educação, a todas as crianças, jovens e adultos (...)” (Decl. De Sal, 1994: 9).
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.

Dessa forma, o conceito de Educação Inclusiva, parte da premissa de que todos podem aprender a partir de suas possibilidades, aptidões e habilidades, portanto uma escola inclusiva reconhece as diferenças e a diversidade e objetiva o progresso e a participação de todos ao longo do processo. Não estabelece modelos a partir de conceitos binários: homem/mulher, branco/negro, pobre/rico, entre outros. Para que tal escola se concretize são  necessárias quebras de paradigmas, a criação de novos conceitos e a adoção de novas/diferentes propostas pedagógicas.


Para facilitar esse processo, a A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) propõe a criação do AEE que  é um serviço da educação especial que "[...] identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008). O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta obrigatória pelos sistemas de ensino regular, sem, no entanto, trabalhar com modelos previamente elaborados e sim propõe conhecer o aluno através do contato estreito  com a família, de entrevista com todos aqueles que interagem com o aluno, dentro e fora da escola. Propõe um acompanhamento próximo e estreito entre o Professor do AEE e o professor da sala de aula, para em  seguida,  realizar o plano de intervenção objetivando o  desenvolvimento integral do aluno e a sua  consequentemente autonomia.PDesta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.

Assim, ao invés de ‘modelo mais perfeito, lógico e geométrico possível’ (CALVINO), viva  a diversidade, as diferenças, e as individualidades reais....

Referências:

A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - A Escola Comum Inclusiva 9

Marcos Seesp-Mec Fasciculo I.

CALVINO, Ítalo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.




sexta-feira, 13 de junho de 2014



ATIVIDADES DE BAIXA TECNOLOGIA PARA ALUNOS COM TEA

A Tecnologia Assistiva é destinada à ampliação de formas de comunicação, à qual se dá o nome de Comunicação Alternativa (CA). Esses recursos têm seu foco , além da ampliação do vocabulário e da sua organização, incentivando dessa forma a oralidade, no comportamento e na interação social do aluno.
Dentre os vários recursos disponíveis há os CARTÕES DE COMUNICAÇÃO, que podem ser utilizados de várias formas, para várias finalidades: podem indicar ações que o aluno tem que fazer na sua rotina diária em casa ou na escola, podem indicar locais que o aluno frequenta, gosta de ir, locais que fazem parte da sua rotina.
Alguns exemplos:





                                              Ilustração 1: CARTÃO DE COMUNICAÇÃO





    
                                                 Ilustração 2: cartões de preferências



Ilustração 3: cartões para trabalhar a rotina







                                               Ilustração 4: cartões para trabalhar a rotina diária




terça-feira, 29 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA (SC) E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA (DMU)

A SC e a DMU, embora às vezes confundidas, são diferentes. SC é uma deficiência única onde o indivíduo tem perda dos dois sentidos simultaneamente: auditivo e visual, embora isso possa acontecer em níveis diferentes. A SC pode ser congênita ou adquirida e pelo fato de haver a perda total ou parcial de dois dos sentidos, torna-se difícil, muitas vezes, observar e compreender o comportamento das pessoas ao seu redor, no seu convívio e nesse sentido, a sua convivência social pode apresentar várias barreiras a serem vencidas. A SC demanda uso de estratégias específicas destinadas a ajudar na comunicação. Para esse fim, é importante considerar os resíduos de cada um dos sentidos.
A DMU significa que o indivíduo apresenta mais de uma deficiência ao mesmo tempo. Indivíduos com DMU apresentam características específicas, individuais, e não apenas uma combinação de deficiências. São casos absolutamente particulares  e específicos, distintos, em cada indivíduo que giram em torno da associação, no mesmo indivíduo de duas ou mais deficiências ( visual, auditiva, física, intelectual) que combinadas, de formas diferentes e específicas, podem trazer comprometimentos mais ou menos graves para cada indivíduo.
O trabalho do AEE deve propor estratégias específicas que possam promover a inclusão desses alunos. No caso da SC, estratégias de comunicação tátil, exploração do corpo e sua movimentação espacial em relação ao ambiente. Com a perda desses dois sentidos, os outros devem ser estimulados, portanto o olfato e o tato são importantes elementos de interação e de comunicação desses indivíduos com o seu meio.
A  utilização de um sistema de símbolos específicos, também podem apresentar bons resultados. Alguns exemplos são

                                                                    calendários táteis
                                                
                                                                     



                                                               objetos de referência




                                                                       e Libras  tátil

  Já para os indivíduos com DMU, estratégias que desenvolvam a autonomia e a organização, assim como atividades que utilizem mais de um sentido.                                                                                
Desta forma, deve ser destacado, num trabalho com crianças com SC ou com DMU, principalmente a interação, a participação social e a autonomia do indivíduo, e o objetivo principal do AEE deve ser buscar desenvolver esse aluno em seu pleno potencial como ser humano e um ser social.

sábado, 29 de março de 2014

PRINCIPAIS IDEIAS SOBRE ALUNOS COM SURDEZ BASEADAS NO TEXTO  “ABORDAGEM BILINGUE NA ESCOLARIZAÇÃO DA PESSOA COM SURDEZ” DA COLETÂNEA  A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO ESCOLAR – MEC/SEE/UFC 2010

Há mais de dois séculos a educação escolar para pessoas com surdez vem sendo discutida em embates político-pedagógicos entre duas correntes, principalmente: os gestualistas e os oralistas. Esse debate se reflete não só  nas políticas públicas ou nas pesquisas científicas, mas também nas ações pedagógicas desenvolvidas para a educação desses sujeitos, seja na escola comum, seja na escola especial. Nesse debate, muitos teóricos colocam em segundo plano, a inclusão sócio-econômico-cultural desse sujeito.
No âmbito das ações pedagógicas, três abordagens são preponderantes: a oralista, a comunicação total e o bilinguismo.
A abordagem oralista visa a capacitar a PS para a utilização da língua da comunidade ouvinte, na sua oralidade. Para isso, é desenvolvida a leitura labial e através de algum resíduo auditivo, utiliza-se a voz. Essa abordagem resultou ineficaz, na medida em que não aceita a diferença entre surdos e ouvintes nem a língua de sinais e foca na visão de reabilitação.
A comunicação total aceita todo e qualquer recurso para a comunicação – linguagem gestual-visual, imagens, textos orais, textos escritos e interações sociais. Todavia, essa abordagem se mostrou também ineficiente, pois esses alunos continuavam segregados, socialmente excluídos e também não valorizou a língua de sinais.
O  bilinguismo visa a capacitar a PS a utilizar  duas línguas tanto no cotidiano escolar como na vida social: a língua de sinais e a língua da comunidade ouvinte.  De acordo com pesquisas de Koslowski (1998), Damázio (2007) e Damázio e Ferreira (2010) essa abordagem atende melhor as necessidades desse aluno e pode construir um ambiente favorável para a sua aprendizagem. No bilinguismo a Língua de Sinais é a primeira língua e a Língua Portuguesa a segunda.
O  Decreto 5.626 de 2005 vem garantir à PS o direito a uma educação para a sua formação, em que a LIBRAS  e a Língua Portuguesa, preferencialmente na sua modalidade escrita, constituam línguas de instrução e que o acesso a ambas as língua aconteça simultaneamente no ambiente escolar.
Dessa forma, a abordagem bilíngue e a proposta da sua utilização organiza a prática pedagógica na escola comum, na sala de aula comum e no AEE:

O AEE promove o acesso dos alunos com surdez ao conhecimento
escolar  em duas línguas: em Libras e em Língua Portuguesa, a
participação ativa nas aulas e o desenvolvimento do seu potencial
cognitivo, afetivo, social e linguístico, com os demais colegas  da
escola comum. (Coletânea MEC/UFC 2010)

Para elaborar o plano de AEE  deve-se levar em consideração as habilidades e necessidades educacionais específicas dos alunos com surdez, bem como as possibilidades e das barreiras que esses alunos encontram no processo de escolarização. De acordo com Damázio, o AEE envolve três momentos: o AEE em Libras, o AEE de Libras e o AEE de Língua Portuguesa.
O AEE em Libras é um trabalho complementar da exploração do trabalho da sala de aula, em Libras;  ele é articulado com o professor da sala de aula e ocorre  no contraturno.
O AEE de Libras o aluno se familiariza com a Língua de Sinais e seus aspecto linguísticos, pois como todas as línguas, a Libras tem suas normas, padrões e regras próprias. Esse atendimento começa por um diagnóstico do aluno, para saber o seu grau de conhecimento da língua, é realizado por um professor de Libras, preferencialmente surdo.
O AEE de Língua Portuguesa se baseia em três dimensões: o ato de ler, de escrever e de aprender a gramática (estrutura da língua) e pretende desenvolver a competência linguística dos alunos com surdez. Esse atendimento se dá na Sala de Recursos Multifuncionais, no turno oposto, preferencialmente por um professor com formação em Letras.

Referências:

 Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 04: Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez.

DAMÁZIO, Mirlene F. M. Tendências Subjacentes à Educação das Pessoas com SurdezIn: Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com surdez. Curitiba: CROMOS, 2007. p. 19-21.
 

DAMÁZIO, Mirlene F. M., ALVES, Carla B. e FERREIRA, Josimário de P.Educação Escolar de Pessoas com Surdez In AEE: Fascículo 04: Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010. p.07-09. 


KOSLOWSKI, L. A Proposta bilíngue de educação do surdoRevista Espaço. Rio de Janeiro: INES, nº10, p.47-53, dezembro, 1998.


domingo, 1 de dezembro de 2013

DEFICIÊNCIA VISUAL

AUDIODESCRIÇÃO: UM CAMINHO POSSÍVEL PARA A VISÃO

A  audiodescrição é um recurso de Tecnologia Assistiva (TA) que permite a inserção de pessoas com deficiência visual (DV) no mundo visual. O recurso consiste na tradução ou na transposição de imagens em palavras. Trata-se de um modo de tradução audiovisual intersemiótico, no qual se transpõe o signo visual para o signo verbal, e essa transposição  se caracteriza pela descrição objetiva de imagens, que, paralelamente e conjuntamente às falas, propicia a compreensão integral da narrativa audiovisual. Essa técnica objetiva contemplar o entendimento das cenas em situações que não estão contidas nos diálogo, como por exemplo, a descrição de expressões corporais e faciais, explicações sobre o ambiente, mudanças de humor e direções, como num script de cinema ou de teatro, as orientações do roteirista/diretor para os atores.
Em concordância com as determinações legais estabelecidas pelo MEC visando a garantia ao DV do acesso à leitura, vide :   Lei n° 10.753/2003,  O Decreto n° 5.296/2004, em seu Artigo 58º, a  Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência (ONU 2006), ratificada no Brasil, pelo Decreto n° 186/2008 e pelo Decreto n° 6949/2009, em seu artigo 9º, o  decreto n° 7084/2010, que em seu Art.28, a Nota Técnica no 21 do MEC, de 2012,  objetiva dar orientações para descrição de imagens na geração de material digital acessível : Mecdaisy. Através dessa tecnologia, o aluno DV deverá ter acesso aos livro didático, na sua totalidade, ao mesmo tempo e da mesma forma que o aluno vidente, podendo desta forma garantir a inclusão desse aluno na sala de aula, assim como em outros contextos de leitura.
A seguir, sugiro o vídeo da audiodescrição do Filme Chico Xavier, com orientações da autora Lívia Motta, numa reportagem do JN de 2010. É um vídeo curto, mas o importante, a meu ver, é a forma com que o assunto vem sendo abordado  e vem crescendo de importância, na mídia.
Esse vídeo poderá ser utilizado pedagogicamente para dar noções espaço-temporais aos alunos DVs. 

Referências


sábado, 19 de outubro de 2013



PROPOSIÇÃO DE ATIVIDADES LÚDICAS PARA DI

Uma vez que a  criança com DI apresenta dificuldades para assimilar conteúdos abstratos, faz-se necessário   que sejam utilizados, tanto material pedagógico concreto, quanto de estratégias metodológicas práticas, a fim de que esse aluno possa desenvolver as suas habilidades cognitivas, que irão, por sua vez, facilitar a construção do conhecimento desse aluno. Os jogos e brincadeiras são exemplos de estratégias metodológicas que apresentam essas características. A implementação dessas atividades lúdicas deverão fazer  parte do Plano de AEE para esse aluno com DI, através do professor do AEE.
O objetivo principal de  propor essas atividades lúdicas é o de  propiciar  a eliminação de barreiras e a otimização da aprendizagem desses alunos na inclusão no ensino regular. A seguir, duas sugestões de atividades lúdicas para esse aluno com o propósito de facilitar a sua aprendizagem:

BONECO ARTICULADO



Estimula a noção do esquema corporal e a conscientização do corpo, suas posições e sua habilidade manual. Através desse boneco, o aluno pode adquirir um equilíbrio sobre a sua movimentação no espaço que utiliza na sua convivência diária.


Como montar:
  •     Recortar partes do corpo em cartolina;
  •      Montar as partes do corpo  e usar  tachas para fazer as articulações.









SACOLA MÁGICA


Estimula a atenção, a concentração, o pensamento lógico, o vocabulário, a percepção tátil e a discriminação de formas, texturas e tamanhos. Através desse brinquedo, espera-se desenvolver a capacidade de abstração do aluno, ao tentar adivinhar o objeto tocado.




MONTAR
  •      Uma sacola de pano, tipo puxa-saco, com objetos de texturas e de tamanhos diferentes;
  •      Objetos variados: bolas de borracha, animais de borracha, de pelúcia, objetos caseiros de madeira (talheres, copos, xícaras, etc...), objetos escolares etc...


Referências:

MAFRA, S. R. C.  O lúdico e o desenvolvimento da criança com Deficiência Intelectual.
       Secretaria de Estado da Educação/Superintendência da Educação/ Diretoria de
       Políticas e Programas Educacionais/ Programa de Desenvolvimento Educacional,

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