quarta-feira, 16 de julho de 2014





O  MODELO DOS MODELOS E O AEE

O texto 'O modelo dos modelos' de Ítalo Calvino nos remete a reflexões sobre vários pontos importantes nas relações entre as pessoas: atitudes, hábitos, preconceitos e valores,  para citar alguns. Algumas pessoas acreditam que há modelos a seguir e que ao fazê-lo, se  estabelecem regras e padrões de comportamento  que, supostamente, trarão harmonia e tranquilidade para todos, não se levando em consideração, portanto, as individualidades, as diferenças e a diversidade. É como se todos pudessem 'entrar' na mesma roupa: alto ou  baixo, magro ou gordo, sem ser necessário fazer ajustes. Até se darem conta de que  as tentativas de controle não são padronizáveis ou homogêneas, muitas pessoas vão viver e se sentir  infelizes, tristes e com baixa auto estima.

Guardadas as devidas proporções, algo semelhante acontece na área da educação, cujo sistema ainda é pensado e regulado através de 'padrões' , modelos e  metodologias que visam uma adequação dos alunos aos moldes estipulados, sem levar em conta as diferenças, individualidades e  a diversidade humana, principalmente nos alunos com necessidades especiais ou específicas.E aqueles alunos que não se adéquam, não são ‘padronizáveis’, vão se sentir como ‘peixinhos fora d’água’, por não acompanharem o ritmo imposto, se sentirão ‘burrinhos’ (como já ouvi de alguns deles...).

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) foi criada para atender às premissas de uma educação para todos, ratificando  os preceitos embutidos nas discussões sobre Educação Inclusiva, no mundo todo, sobretudo desde a década de 90,  que culminaram na confecção e promulgação de documentos internacionais, como a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (1990), a Declaração de Salamanca (1994) e a Convenção da Organização dos Estados Americanos (1999). 

A Declaração de Salamanca  reafirma o compromisso da Educação para Todos, “reconhecendo a necessidade e a urgência de ser o ensino ministrado, no sistema comum de educação, a todas as crianças, jovens e adultos (...)” (Decl. De Sal, 1994: 9).
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.

Dessa forma, o conceito de Educação Inclusiva, parte da premissa de que todos podem aprender a partir de suas possibilidades, aptidões e habilidades, portanto uma escola inclusiva reconhece as diferenças e a diversidade e objetiva o progresso e a participação de todos ao longo do processo. Não estabelece modelos a partir de conceitos binários: homem/mulher, branco/negro, pobre/rico, entre outros. Para que tal escola se concretize são  necessárias quebras de paradigmas, a criação de novos conceitos e a adoção de novas/diferentes propostas pedagógicas.


Para facilitar esse processo, a A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) propõe a criação do AEE que  é um serviço da educação especial que "[...] identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008). O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta obrigatória pelos sistemas de ensino regular, sem, no entanto, trabalhar com modelos previamente elaborados e sim propõe conhecer o aluno através do contato estreito  com a família, de entrevista com todos aqueles que interagem com o aluno, dentro e fora da escola. Propõe um acompanhamento próximo e estreito entre o Professor do AEE e o professor da sala de aula, para em  seguida,  realizar o plano de intervenção objetivando o  desenvolvimento integral do aluno e a sua  consequentemente autonomia.PDesta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.
Desta forma, o consenso de que crianças e jovens com necessidades educacionais especiais devam ser incluídas em sistemas educacionais criados para a maioria das crianças, gerou o conceito de escola inclusiva, cujo princípio fundamental, é o de que todas as crianças devem aprender juntas por acreditar ser esta, a maneira mais eficaz para a construção de solidariedade entre todos.Este princípio da educação  inclusiva reserva assim, primordialmente, às escolas especiais o papel de centro de treinamento e de recursos para os professores das escolas regulares, servindo, então,de   apoio, ao sistema regular de ensino (Oliveira e Glat, 2003: 1; Decl. de Salamanca, 1994).
Os referidos documentos  desencadearam debates que, por sua vez,   criaram políticas governamentais em todo  o mundo, estabelecendo normas e políticas educacionais através de instrumentos reguladores específicos que viessem a atender as exigências educacionais de cada país, respeitando, porém, suas diferenças e peculiaridades.

Assim, ao invés de ‘modelo mais perfeito, lógico e geométrico possível’ (CALVINO), viva  a diversidade, as diferenças, e as individualidades reais....

Referências:

A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - A Escola Comum Inclusiva 9

Marcos Seesp-Mec Fasciculo I.

CALVINO, Ítalo. O modelo dos modelos, UFC, 2014.




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